Nascido em Paris em 1928, Lucien Ginsburg, nome de batismo de Gainsbourg, iniciou sua carreira artística na pintura, tendo estudado com André Lhote e Fernand Léger. Porém, não adaptado ao mercado da arte, em 1958, ele abandona o ofício e seu nome de origem, nascendo assim Serge Gainsbourg. Poucos quadros restaram desse período, pois o próprio artista queimou quase todos.

Sua carreira deslanchou em 1966, em meio à febre das Ye Ye Girls, quando passou a compor e empresariar a jovem cantora France Gall. Em 1968 começou um affaire com a atriz Brigitte Bardot, com a qual gravou canções memoráveis.

Je t’aime moi non plus havia sido composta originalmente para Brigitte, mas ela, insegura com o escândalo que a música poderia causar (e certamente causou), preferiu não lançar o dueto. Serge, por sua vez, encontrou uma substituta à altura: a atriz inglesa Jane Birkin, que já havia causado escândalo com cenas de nudez em Blow Up e com a qual foi depois casado.

Viciado irrecuperável em cigarros, álcool, mulheres e versos com temas polêmicos, ele colecionou escândalos e amantes durante toda a vida.


Em “Gainsbourg, Artista, Cantor, Poeta, etc”, o público se depara com todas estas “variantes” existentes em um único ser. Ao retratar essas colagens, a mostra releva as associações entre palavras, imagens e músicas que Gainsbourg realizava. Na verdade, este projeto se assemelha a um labirinto de imagens e sons no qual o público mergulha em um universo poético e sofisticado, o das inúmeras referências e fontes de inspiração do artista.

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Com seus indefectíveis Gitanes sempre acesos, um copo de bebida que também o acompanhava o tempo todo, Serge sabia ser o sedutor e mostrar a quem quer que fosse que sua vida era o reflexo de sua arte e que sua arte era o que ele sempre desejou ser enquanto vivesse.

Foi ele que de forma cavalheira apresentou a chanson francesa ao pop. E fez com que o pop se encantasse com a nova amizade. Mostrou, com seus medos e sua ousadia, a face escondida do povo francês. O sempre sisudo francês e a sempre misteriosa francesa se apaixonaram por ele — às vezes não admitindo um amor por criação tão contundente.

Quando Gainsbourg morreu, em 1991, a França parou. “Todos conseguem lembrar o que estavam fazendo quando souberam da morte de Gainsbourg. Foi um grande choque, porque ele sempre esteve presente, era parte da nossa cultura. Sempre aparecia na TV, fazendo alguma coisa maluca”, disse Nicolas Godin, da banda Air. O obituário do jornal francês Libération disse que ele “bebeu cigarros demais”. Brigitte Bardot saiu de seu retiro para falar dele. Bandeiras, por toda a França, foram hasteadas a meio-pau. Multidões foram à porta de sua casa deixar garrafas de Pastis e maços de Gitanes em sua homenagem.

Como diz uma inscrição na parede da casa no número 5 da Rue de Verneuil, “Serge não morreu. Ele está no céu, trepando”.


Nascido em Paris em 1928, Lucien Ginsburg, nome de batismo de Gainsbourg, iniciou sua carreira artística na pintura, tendo estudado com André Lhote e Fernand Léger. Porém, não adaptado ao mercado da arte, em 1958, ele abandona o ofício e seu nome de origem, nascendo assim Serge Gainsbourg. Poucos quadros restaram desse período, pois o próprio artista queimou quase todos.

Sua carreira deslanchou em 1966, em meio à febre das Ye Ye Girls, quando passou a compor e empresariar a jovem cantora France Gall. Em 1968 começou um affaire com a atriz Brigitte Bardot, com a qual gravou canções memoráveis.

Je t’aime moi non plus havia sido composta originalmente para Brigitte, mas ela, insegura com o escândalo que a música poderia causar (e certamente causou), preferiu não lançar o dueto. Serge, por sua vez, encontrou uma substituta à altura: a atriz inglesa Jane Birkin, que já havia causado escândalo com cenas de nudez em Blow Up (filme de Michelangelo Antonioni) e com a qual foi depois casado.

Viciado irrecuperável em cigarros, álcool, mulheres e versos com temas polêmicos, ele colecionou escândalos e amantes durante toda a vida.

Em “Gainsbourg, Artista, Cantor, Poeta, etc”, o público se depara com todas estas “variantes” existentes em um único ser. Ao retratar essas colagens, a mostra releva as associações entre palavras, imagens e músicas que Gainsbourg realizava. Na verdade, este projeto se assemelha a um labirinto de imagens e sons no qual o público mergulha em um universo poético e sofisticado, o das inúmeras referências e fontes de inspiração do artista.

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